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O que são backlinks e por que eles pesam no Google

Entenda o que são backlinks, como o Google usa links para achar e avaliar páginas, a diferença entre nofollow e sponsored e quanto eles pesam no SEO Local.

Por Alan Silva10 min de leitura

Backlink é um link em um site de outra pessoa que aponta para o seu. Quando o portal da cidade publica “onde comer em Fortaleza” e cita a sua pizzaria com link, você ganha um backlink. A dúvida seguinte é o tema deste artigo: por que o Google dá peso a esse link e o quanto isso muda a posição da empresa na busca e no mapa, onde a base é o Perfil da Empresa no Google (antigo Google Meu Negócio).

Aqui eu explico como o Google usa links, os tipos de link, o texto âncora, o relatório de links do Search Console, o peso disso no SEO Local e os mitos que mais escuto. Onde o Google publica a regra, eu cito a página; onde não publica, eu digo que não existe.

Um link é um trecho clicável que leva de uma página a outra. Quando as duas páginas estão no mesmo site, é um link interno: o menu, o “veja também” no fim de um artigo. Quando a página de origem está em outro site, é um link externo e, para quem recebe, um backlink.

Duas coisas que não são backlink:

  • Citação. A empresa mencionada com nome, endereço e telefone, sem link, em um guia ou aplicativo. Vale para o Perfil da Empresa, mas não é backlink; a diferença está na página de link building local.
  • Link de saída. O link que você coloca no seu site apontando para outro. É backlink para o outro, não para você.

Para descobrir páginas

O Google chama a primeira etapa de “descoberta de URL”: páginas novas são descobertas “quando o Google extrai um link de uma página conhecida para uma nova” (como a Pesquisa funciona). O guia para iniciantes diz que “a grande maioria das novas páginas que o Google encontra todos os dias é através de links” (guia da Central da Pesquisa).

Para avaliar confiança

Na página em que explica como ordena os resultados, o Google diz que um dos fatores de qualidade é “descobrir se outros sites importantes vinculam ou fazem referências ao conteúdo”, “um bom indicador de que a informação é confiável” (como os resultados são classificados). Quem faz essa leitura são sistemas como o PageRank, que “continua fazendo parte” dos principais sistemas de classificação. O Penguin, criado contra spam por links, anunciado em 2012 e integrado ao núcleo em 2016, hoje aparece entre os “sistemas desativados”, citados “para fins históricos”; contra violações da política de spam, o que o Google lista são os sistemas de detecção de spam, entre eles o SpamBrain (guia de sistemas de classificação).

O que o Google não diz é quanto cada link vale nem quanto tempo leva para contar. Quem te der esse número está estimando.

Um link pode carregar um atributo, o rel, que diz ao Google como tratá-lo. A página de qualificação de links descreve quatro situações:

Tipo Quando é usado O que o Google diz
Seguido (sem rel) Link comum, editorial, que o Google deve buscar e analisar “Não é necessário adicionar um atributo rel”
rel="sponsored" Publicidade, posição paga, patrocínio É o valor indicado para links pagos
rel="ugc" Conteúdo criado por usuários: comentários, fóruns Recomendado para esse tipo de link
rel="nofollow" Quando os outros não se aplicam e você não quer associar o seu site à página Ainda aceito para links pagos, mas “o ideal é que seja usado sponsored”

Os valores podem ser combinados e, “em geral, os links marcados com os atributos rel não serão seguidos”, mas a página pode ser rastreada por outros caminhos, como o sitemap (página de qualificação de links).

Link pago é proibido? Não. O Google escreve que “comprar e vender links é uma prática econômica normal na Web” e que esses links não violam a política “desde que sejam qualificados” com rel="nofollow" ou rel="sponsored" (política de spam por links). O link pago marcado traz visitante e marca, não crédito de classificação. Quem vende “backlink de qualidade” sem a marcação vende o que o Google trata como spam; detalho em comprar backlinks de qualidade.

Texto âncora: o que ele diz ao Google

Texto âncora é “a parte do texto que você vê em um link”, e ele “informa aos usuários e ao Google algo sobre a página vinculada” (guia da Central da Pesquisa). Em um backlink natural, a âncora costuma ser o nome da empresa, o endereço do site ou uma frase que descreve o serviço.

O problema é a âncora fabricada. A política de spam cita, como exemplo, publieditoriais pagos e links com “texto âncora otimizado em artigos, postagens de convidados ou comunicados à imprensa” (política de spam por links). Nos sites que analiso, uma série de links com a âncora exata “dentista em Goiânia”, vindos de blogs que nunca falaram de odontologia, é o rastro mais comum de pacote comprado.

Não precisa de ferramenta paga para a primeira olhada. No Search Console, o relatório de Links mostra, segundo a página de ajuda:

  • Links externos: principais páginas vinculadas (quais páginas suas recebem mais backlinks), principais sites com links e principais textos com links (as âncoras).
  • Links internos: quais páginas do seu site mais recebem links do próprio site.

O caminho é Relatório de links > Links externos > Principais páginas vinculadas. Dois avisos da mesma página: o relatório é uma amostra, “não é uma lista completa de todos os links do seu site”, e as tabelas param em mil linhas, com exportação de até 100.000 linhas (página de ajuda).

Como ler cada coluna, e o que eu procuro ali, está em como analisar os backlinks do seu site.

O que o Google diz

Na página oficial do Perfil da Empresa, os resultados locais se baseiam em relevância, distância e destaque, e o destaque “se baseia em informações como quantos sites têm links para sua empresa e quantas avaliações você tem” (Central de Ajuda). A mesma página avisa que “não há como solicitar ou pagar por uma classificação local melhor”. Links contam, portanto, mas dividem o fator destaque com as avaliações, ao lado de dois fatores que link nenhum altera: a distância e a relevância, que depende da categoria e das informações do perfil.

O que o mercado estima

A pesquisa Local Search Ranking Factors, da Whitespark, pede que especialistas estimem o peso de cada grupo de fatores; são opiniões, não dados do Google. Na edição 2026, o autor escreve que os sinais de link “parecem ter caído um pouco”, mas ressalva que voltou a incluir os sinais sociais na pesquisa e que isso provavelmente tirou alguns pontos percentuais desse grupo (Whitespark). No resumo da Harmo, 8 dos 10 principais fatores do pacote local vêm do próprio Perfil da Empresa, e “página dedicada por serviço” é o fator nº 1 do orgânico local. Não publico percentuais porque os resumos divergem entre si.

Nos casos que acompanho: para o mapa, perfil completo, categoria certa e avaliações vêm antes de qualquer link; para a busca orgânica, uma página por serviço e links de sites da região fazem diferença em cidade concorrida como Belo Horizonte ou Recife. Como conseguir esses links sem comprar está em como conseguir backlinks para negócio local; a visão geral, em SEO Local.

A definição oficial: “a prática de criar links para ou de um site com o objetivo principal de manipular as classificações da pesquisa” (política de spam por links). Os exemplos da mesma página: comprar ou vender links para classificação; trocas excessivas de links; programas automatizados de criação de links; links em rodapés de vários sites; links de baixa qualidade para diretórios; e comentários de fórum com links otimizados.

A consequência está escrita: sites que violam a política “podem ter uma classificação mais baixa ou não aparecer nos resultados” (política de spam por links). Desde 14 de dezembro de 2022, o SpamBrain, sistema antispam do Google, detecta “tanto sites que compram links quanto aqueles que são usados com a finalidade de passar links”, e “qualquer crédito transmitido por esses links artificiais é perdido” (blog da Central da Pesquisa). Quando um revisor humano entra, vem a ação manual “Links artificiais para seu site”, que pode rebaixar ou omitir páginas “sem qualquer indicação visual para o usuário” (relatório de ações manuais).

Se uma agência anterior comprou links para o seu site, o Google manda pedir remoção ou nofollow ao dono do outro site antes de rejeitar o que sobrou (relatório de ações manuais); a ferramenta de rejeição é para poucos casos, como explico nas perguntas do fim.

O Google escreve que “há muito mais na Pesquisa Google do que apenas links” e que o PageRank “é apenas um” de muitos indicadores de classificação (guia da Central da Pesquisa). E link artificial não soma: o crédito dele “é perdido” (blog da Central da Pesquisa). Mil links de diretório vazio não valem uma menção no portal da sua cidade.

“Autoridade de domínio é uma nota do Google”

Não é. “Domain Authority” é uma métrica da Moz, ferramenta de SEO. Segundo a Search Engine Journal, a própria Moz diz que a nota não é fator de classificação do Google, e John Mueller, do Google, respondeu que o Google não usa autoridade de domínio em seus algoritmos (Search Engine Journal). Não há página oficial sobre isso, só a palavra dos porta-vozes. A nota serve para comparar sites dentro de uma ferramenta, não para prever posição.

Segundo a Search Engine Journal, John Mueller disse em 2015 que sinais sociais não ajudam diretamente no ranking orgânico; a própria SEJ acrescenta que os links na maioria dos posts sociais são nofollow e que os posts podem aparecer na busca sem ajudar na classificação (Search Engine Journal). Também sem página oficial. Instagram e Facebook trazem cliente, não crédito de link.

Quer saber quais links o seu site tem hoje e se algum é problema? Peça um diagnóstico gratuito: a leitura do relatório de Links faz parte dele. Quando o caso pede links e citações na região, é isso que faço no link building local.

Perguntas frequentes

Backlink é um link em um site de outra pessoa que aponta para uma página do seu. O Google usa esses links para descobrir páginas novas e, entre outros sinais, para avaliar se o conteúdo é confiável (como os resultados são classificados).

Serve para trazer visitante. Em geral, links com atributo rel não são seguidos, mas a página pode ser rastreada por outros caminhos, como o sitemap (página de qualificação de links). Não espere crédito de classificação.

Importam dentro do fator destaque, que considera “quantos sites têm links para sua empresa” e as avaliações (Central de Ajuda). Nos casos que acompanho, categoria, perfil completo e avaliações vêm antes. O passo a passo está em como aparecer no Google Maps.

Comprar link marcado como sponsored ou nofollow é publicidade e não viola a política (política de spam por links). Comprar link para passar crédito de classificação é spam, e o crédito é anulado quando detectado (blog da Central da Pesquisa). Eu não compro links nem faço guest post pago (artigo publicado como convidado no site de outra pessoa em troca de pagamento).

Na maioria dos casos, não. O Google diz que a maior parte dos sites não precisa dela e que o uso é para quem tem um número significativo de links artificiais e uma ação manual existente ou provável (ferramenta de rejeição). Antes, tente a remoção; o processamento leva algumas semanas.